Aos 12 meses, a orientação é guardar o “não” para comportamentos perigosos e dizê-lo com firmeza, sem bater, gritar nem dar explicações longas. Para essa mesma idade, a cartilha também orienta dar ao bebê lugares seguros para explorar e deixar a casa à prova de bebês (SBP, 2024).
Quando usar o “não”?
O “não” tem um lugar definido: os comportamentos perigosos. Aos 12 meses, a cartilha orienta guardar o “não” para esse tipo de comportamento (SBP, 2024).
Na rotina da casa, ajuda conversar com quem também cuida do bebê, como avós, babá ou outro responsável, e combinar em quais situações a palavra vai aparecer. Assim, todos usam o mesmo “não” nos mesmos momentos, e o bebê ouve uma resposta parecida, seja quem estiver com ele. Essa combinação pode ficar anotada num papel na porta da geladeira ou numa mensagem fixada no grupo da família, para quem chega de outro turno.
Outra orientação para essa idade envolve o próprio ambiente. Aos 12 meses, a cartilha também orienta dar ao bebê lugares seguros para explorar e deixar a casa à prova de bebês, com objetos pontiagudos ou quebráveis fora do alcance e medicamentos, produtos químicos e produtos de limpeza trancados (SBP, 2024).
Uma forma de organizar essa tarefa é percorrer a casa cômodo por cômodo e montar uma lista do que precisa mudar de lugar. Dividir os cômodos entre os adultos deixa o trabalho mais rápido, e a lista pode ser revista sempre que a família reorganiza os móveis, recebe visitas ou passa uns dias na casa de parentes.
Como dizer sem bater nem gritar?
O caminho é a firmeza. Aos 12 meses, a cartilha orienta dizer o “não” com firmeza, sem bater, gritar nem dar explicações longas (SBP, 2024).
No dia a dia, esse momento costuma aparecer quando tudo está corrido: o bebê vai em direção a algo que a família combinou tratar com o “não”, e o adulto precisa reagir na hora. Ter a frase já pensada de antemão, curta e sempre a mesma, tira o peso de improvisar. Depois que a situação passa, há tempo para respirar e seguir com o que estava sendo feito.
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Quando mais de uma pessoa cuida do bebê, vale combinar também a forma de dizer: a mesma palavra e o mesmo tipo de frase curta. Se alguém da família costuma explicar demais ou levantar a voz, uma conversa tranquila entre os adultos, longe do bebê, ajuda a alinhar o jeito de todos. Dúvidas sobre situações específicas podem ir para um caderno, para conversar com o pediatra na próxima consulta.
O que fazer nas outras situações?
Nas outras situações, a orientação é redirecionar o bebê. Aos 12 meses, a cartilha sugere fazer isso dando um brinquedo a ele ou tirando-o da situação (SBP, 2024).
Para o redirecionamento ficar mais simples, algumas famílias deixam uma pequena caixa de brinquedos nos cômodos onde o bebê passa mais tempo. Assim, o adulto tem algo à mão para oferecer sem precisar sair do lugar. Tirar o bebê da situação pode ser tão simples quanto levá-lo no colo para outro canto da sala ou para outro cômodo e começar uma brincadeira nova.
O outro lado dessa orientação é ensinar pelo exemplo. Aos 12 meses, a cartilha orienta mostrar ao bebê o que fazer e elogiá-lo ou abraçá-lo quando ele fizer (SBP, 2024).
Na prática, isso pode ser mostrar como se folheia um livro com cuidado ou como se coloca um brinquedo de volta na caixa, e depois comemorar quando o bebê repete o gesto. Um “isso!”, um sorriso ou um abraço entram com naturalidade na rotina, durante a brincadeira, a troca de fralda ou o banho. Combinar com os outros cuidadores quais gestos a casa quer mostrar deixa todos na mesma direção.
As birras dos 15 e 18 meses são normais?
Sim. Segundo a cartilha, ataques de raiva, as conhecidas birras, são normais aos 15 e aos 18 meses e mais prováveis quando a criança está cansada ou com fome. Com o crescimento, elas devem ficar mais curtas e menos frequentes (SBP, 2024).
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Na rotina, vale observar em que momentos as birras aparecem: antes da soneca, perto de uma refeição, no fim da tarde, na saída de casa. Anotar esses momentos por alguns dias, num caderno ou no celular, ajuda a família a enxergar um padrão e a ter o que contar na consulta. Essas anotações também facilitam a conversa com quem cuida da criança em outros horários.
Diante de uma birra nessa fase dos 15 e 18 meses, pode-se tentar uma distração. Mas, segundo a cartilha, tudo bem deixar a birra passar e dar um tempo para a criança se acalmar (SBP, 2024).
Combinar com os outros adultos da casa qual será a reação ajuda a manter a mesma postura, seja quem estiver por perto. Enquanto isso, o adulto também pode aproveitar para respirar fundo e esperar o momento passar antes de retomar a atividade. Birras em lugares públicos costumam pesar mais para a família, e lembrar que a fase é esperada tira um pouco dessa pressão.
Como ensinar regras simples aos 3 anos?
O ponto de partida é ter poucas regras. Aos 3 anos, a cartilha orienta definir poucas regras simples e claras e, quando a criança quebrar uma regra, mostrar o que fazer no lugar e elogiar quando ela seguir. Nessa idade, outra dica da cartilha é dar instruções de 2 ou 3 passos (SBP, 2024).
Para chegar a essa lista curta, os adultos da casa podem sentar juntos e escolher as regras que mais aparecem no dia a dia, como guardar os brinquedos depois de brincar ou sentar à mesa na hora da refeição. Escrever as regras com frases curtas, ou representá-las com desenhos numa folha presa na parede, deixa a combinação visível para todos. Quem cuida da criança em outros horários também pode receber a mesma lista.
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As emoções entram junto com as regras. Aos 3 anos, a cartilha orienta falar sobre o que a criança sente e dar palavras para ela explicar, e ensiná-la a respirar fundo, abraçar um brinquedo favorito ou ir para um lugar tranquilo e seguro quando estiver chateada (SBP, 2024).
Dar um nome ao lugar tranquilo da casa, seja um canto com almofadas, uma poltrona ou o quarto, deixa mais fácil lembrar dele no meio da chateação. Nos momentos calmos, a família pode treinar a respiração funda como uma brincadeira, com todos participando. Contar histórias sobre o dia e nomear juntos o que cada um sentiu também cabe na rotina, no jantar ou antes de dormir.
Leia também: desenvolvimento emocional do bebê e tempo de tela para bebês.
Fontes
- Cartilha de Desenvolvimento de 2 meses a 5 anos — Sociedade Brasileira de Pediatria (Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento), tradução autorizada do programa “Aprenda os Sinais. Aja Cedo.” do CDC (EUA), 2024. Acesse a cartilha




